Tuesday, 4 August 2015

QUINTA DA MOITA LONGA (1860-1891)

Em Julho de 1860, foram extintos os morgados em Portugal.

Gabriel de Carvalho Figueira, foi o último administrador do morgado da Quinta da Moita Longa.

A 31 de Maio de 1862, em hasta pública, a Quinta da Moita Longa foi adquirida por João Pedro Colares Pereira e sua mulher, Justina Maria da Assunção, pela importância de dois contos e quatrocentos mil reis[1].

Volvidos dois anos, a 4 de Fevereiro de 1864, pela mesma quantia, João Pedro Colares Pereira vende a Quinta da Moita Longa a Francisco de Salles Barbosa, casado com Maria José Victória Pereira Bandeira, moradores no Bombarral[2], filho de Manuel Salles e de Leonor Maria, que viviam na Quinta de S. Jorge, na Chamusca[3].

Por herança, como consta na Conservatória da Comarca de Torres Vedras, n.º 17412 L-B 45 f. 36v, a Quinta da Moita Longa ficou na posse de Maria Leonor Barbosa, casada com Emílio Augusto de Faria Estácio, moradores em Lisboa.

Praticamente dada ao abandono desde os tempos de Fabião de Carvalho Figueira (7º Morgado), Emílio Augusto de Faria Estácio, com o consentimento da sua mulher, resolve constituir uma sociedade civil em nome colectivo, no intuito de explorar agricolamente a Quinta da Moita Longa, o que se veio a concretizar a 3 de Outubro de 1891[4], por escritura celebrada em Lisboa, na Rua do Ouro.

Nasce assim a Sociedade Emílio Estácio & Companhia, de que são sócios, Emílio Augusto de Faria Estácio – autorizado por sua mulher –, Alexandre Pomarêde, António Quintans – meu bisavô paterno –, Joaquim José Gonçalves Ferreira e Vicente José Lourenço Pimentel.

No espaço de apenas uma semana, António Quintans adquire a quota de Alexandre Pomarêde e, Vicente José Lourenço Pimentel, a de Joaquim José Gonçalves Ferreira. Ficam portanto apenas três sócios.

Foi então decidido replantar toda a Quinta de vinha, à semelhança do que André da Silveira do Pó havia feito em 1533.

Emílio Estácio ficou com o cargo de administrar a propriedade e o pessoal, Vicente Pimentel, com o de organizar toda a escrita e contabilidade e, António Quintans, com o cargo de toda a comercialização e exportação de vinhos.

Em 1894, Emílio Estácio decide vender a sua parte na sociedade, bem como toda a Quinta da Moita Longa, aos outros dois sócios, que a 8 de Outubro do mesmo ano, constituíram assim uma nova sociedade, agora com a designação de Vicente Pimentel & Quintans[5].  

Por morte de Vicente Pimentel e por herança deste, António Quintans ficou único proprietário da Quinta da Moita Longa.



[1] IAN/TT, Livro de Escrituras, Cartório 7 B, L. 351  Cx. 48
[2] Idem, ibidem
[3] Idem, ibidem
[4] Idem, ibidem
[5] Idem, ibidem

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