Em Julho de 1860, foram extintos os
morgados em Portugal.
Gabriel de Carvalho Figueira, foi o último
administrador do morgado da Quinta da Moita Longa.
A 31 de Maio de 1862, em hasta pública, a
Quinta da Moita Longa foi adquirida por João Pedro Colares Pereira e sua
mulher, Justina Maria da Assunção, pela importância de dois contos e
quatrocentos mil reis[1].
Volvidos dois anos, a 4 de Fevereiro
de 1864, pela mesma quantia, João Pedro Colares Pereira vende a Quinta da Moita
Longa a Francisco de Salles Barbosa, casado com Maria José Victória Pereira
Bandeira, moradores no Bombarral[2],
filho de Manuel Salles e de Leonor Maria, que viviam na Quinta de S. Jorge, na
Chamusca[3].
Por herança, como consta na Conservatória
da Comarca de Torres Vedras, n.º 17412 L-B 45 f . 36v, a Quinta da Moita Longa ficou na
posse de Maria Leonor Barbosa, casada com Emílio Augusto de Faria Estácio,
moradores em Lisboa.
Praticamente dada ao abandono desde os
tempos de Fabião de Carvalho Figueira (7º Morgado), Emílio Augusto de Faria
Estácio, com o consentimento da sua mulher, resolve constituir uma sociedade
civil em nome colectivo, no intuito de explorar agricolamente a Quinta da Moita
Longa, o que se veio a concretizar a 3 de Outubro de 1891[4], por
escritura celebrada em Lisboa, na Rua do Ouro.
Nasce assim a Sociedade Emílio Estácio & Companhia, de que são
sócios, Emílio Augusto de Faria Estácio – autorizado por sua mulher –, Alexandre
Pomarêde, António Quintans – meu bisavô paterno –, Joaquim José Gonçalves
Ferreira e Vicente José Lourenço Pimentel.
No espaço de apenas uma semana, António Quintans adquire a quota de
Alexandre Pomarêde e, Vicente José Lourenço Pimentel, a de Joaquim José
Gonçalves Ferreira. Ficam portanto apenas três sócios.
Foi então decidido replantar toda a Quinta
de vinha, à semelhança do que André da Silveira do Pó havia feito em 1533.
Emílio Estácio ficou com o cargo de
administrar a propriedade e o pessoal, Vicente Pimentel, com o de organizar
toda a escrita e contabilidade e, António Quintans, com o cargo de toda a
comercialização e exportação de vinhos.
Em 1894, Emílio Estácio decide vender a
sua parte na sociedade, bem como toda a Quinta da Moita Longa, aos outros dois
sócios, que a 8 de Outubro do mesmo ano, constituíram assim uma nova sociedade,
agora com a designação de Vicente Pimentel & Quintans[5].
Por morte de Vicente Pimentel
e por herança deste, António Quintans ficou único proprietário da Quinta da
Moita Longa.
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