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Saturday, 22 August 2015
Friday, 21 August 2015
Thursday, 20 August 2015
Tuesday, 18 August 2015
Sunday, 16 August 2015
Dr. Manuel Gandra apresenta o livro na 6ª feira
na Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva - ERICEIRA
- sessão de autógrafos no Domingo dia 23 na feira do Livro
O livro "Quinto
Império - testemunhos de uma história verídica",
da autoria de António
Botto Quintans, vai ser
apresentado mais uma vez na próxima sexta-feira,
dia 21 de agosto,
às 21h30, na Casa
de Cultura Jaime Lobo e Silva da
Ericeira,
com a presença do autor. A
apresentação estará a cargo do orador Dr. Manuel Gandra
No próximo dia 23 de
agosto (Domingo) às 21h30, por ocasião da Feira do Livro a decorrer
na Ericeira, o autor António Botto Quintans estará novamente
presente para uma sessão de autógrafos.
Acabado de dar à
estampa pela Chiado Editores, o livro "Quinto Império -
testemunhos de uma história verídica", foi lançado há
poucas semanas na Lourinhã.
O livro resulta e
resume as investigações de alguns anos do seu autor sobre os
vestígios templários na região e na quinta que, segundo a
tradição, poderá esconder o grande Tesouro dos Templários,
herdado pela Ordem de Cristo.
A quinta, onde também
Camões se terá inspirado para escrever a Ilha dos Amores,
torna-se o centro das atenções deste trabalho que "encontra
marcas inéditas da presença templária em toda a zona envolvente,
inclusive um campo de sepultura e registos escritos que sugerem que
algo de muito importante foi escondido nesta zona durante o reinado
de D. Dinis".
Ilustrado por muitas
imagens que ilustram o que o autor afirma a cada passo apresenta um
conjunto de testemunhos físicos e historiográficos surpreendentes
num crescendo que prende o leitor do princípio ao fim. "Não há
subterfúgios nem ideais subconscientes. Tudo é límpido como as
águas que correm na Fonte Divina da Quinta da Moita Longa",
como sublinha António Botto Quintans.
A Chiado Editores tem
à venda o livro "Quinto Império - testemunhos de uma história
verídica" desde o passado dia 24 de Julho nas lojas das redes
FNAC, Bertrand, Wook, para além de um conjunto de duas dezenas de
outras livrarias independentes. O livro pode ainda ser adquirido
online diretamente na editora AQUI.
Lançada na Lourinhã,
o concelho onde se situa a Quinta da Moita Longa, a obra será objeto
de diversas apresentações em Lisboa, Porto, Tomar e Ericeira, entre
outros locais.
O
autor
António
Luís Botto e Sousa Quintans nasceu em Lisboa a 25 de Julho de 1959.
Frequentou Gestão de Empresas na Universidade Livre de Lisboa e
desde 1985 que se dedica à Quinta da Moita Longa, na Lourinhã.
Colaborou em diversos jornais e revistas e em 2014 publicou
“Contributos para a História da Aguardente Vínica Lourinhã
D.O.C.”
Saturday, 8 August 2015
Ana Pouseiro: "Qualquer pessoa que ame a região Oeste vai apreciar a leitura e descobrir algo mais sobre este território, historicamente tão rico"
Por vezes, o destino
coloca na nossa vida momentos que, inesperadamente, se convertem em grandes
surpresas e afectos improváveis.
Há vários anos, era eu
uma jovem jornalista recém-chegada à região Oeste, fui destacada para uma
reportagem sobre a Quinta da Moita Longa, na Lourinhã. Chegada ao local, foi
encantamento à primeira vista. A Quinta é verdadeira bonita mas, mais do que
isso, nela respira-se História. Não é preciso ter uma imaginação excessivamente
sensível para esperar que, a qualquer momento, surja um cavaleiro na mata que
rodeia a Quinta.
Mais o maior impacto da
minha presença naquele longínquo dia na Moita Longa não foi a beleza da casa
monumental e do espaço envolvente. O que ficou mais presente na minha memória
foi a paixão do seu proprietário pela Quinta e por toda uma herança que já
então ele pressentia ser maior do que um terreno e paredes antigas.
Eu admiro as pessoas que
põem amor em tudo quanto fazem. E foi isso que me cativou naquele primeiro
encontro com o António Botto Quintans, enquanto me mostrava as instalações e a
propriedade, como uma criança entusiasmada com uma estória de encantar.
O António Botto Quintans
tem este condão: com discrição e simplicidade, envolve-nos na sua própria
relação de amor com a Quinta da Moita Longa.
Eu, que acredito na
importância de conhecermos o passado para respeitarmos o presente e melhor
construir o futuro, tenho o maior respeito pela investigação histórica.
Por isso, foi com
naturalidade que, em conversa com o António, lhe disse que deveria avançar com
o estudo dos inúmeros elementos artísticos e arquitectónicos que indicavam que
a Moita Longa fazia (e faz) parte de algo especial na História de Portugal.
Após aquele encontro para
efeitos da tal reportagem, poucas vezes mais voltei a cruzar-me com o António.
A minha vida profissional
afastou-se da Lourinhã e do jornalismo, e os anos passaram. Até que, há poucos
meses, a surpresa aconteceu: através dessa coisa tão maravilhosa quanto
irritante que é o Facebook, o António contactou-me!
Com a afabilidade
desarmante que lhe admirei desde o primeiro momento, contou-me que tinha
conseguido concluir o livro sobre a Moita Longa. E, para minha ainda maior
surpresa, agradeceu-me o incentivo que lhe tinha dado e pediu-me para estar
aqui, hoje, convosco.
Apresentar um livro não é
desafio a que esteja habituada. Aceitei o convite pela grande estima que tenho
pelo António e, sobretudo, pelo enorme respeito que tenho pela sua paixão e
pelo seu espírito de perseverança.
Convido-vos vivamente a
ler “Quinto Império”. É uma tarefa muito agradável, acreditem. Não precisam de
conhecer a Quinta da Moita Longa para sentir interesse pela temática. Mas
garanto-vos que, depois da leitura, vão querer descobrir aquele espaço mágico.
Mais do que um livro,
“Quinto Império” é uma missão de vida de alguém que ama as suas raízes e o
local onde cresceu. Mas facilmente os leitores vão perceber que o António não
escreveu este livro só para ele, para satisfazer um qualquer capricho próprio.
Qualquer pessoa que ame a região Oeste vai apreciar a leitura e descobrir algo
mais sobre este território, historicamente tão rico.
Eu, por mim, agradeço
profundamente ao António Botto Quintans por esta obra, pela sua determinação.
Admiro a sua paixão. E sou grata pela sua amizade.
(Alocução de Ana
Pouseiro na apresentação do livro Quinto Império" no Centro Cultural da
Nazaré em 7 de Agosto)Será Portugal o Santuário do Redentor, como diz o Profeta Isaías? Será Portugal o Porto do Graal? O Quinto Império?
A
Nazaré é um dos lugares mais idílicos de Portugal.
Pela
sua beleza, suas praias, suas gentes, e um conjunto de tesouros de inegável
valor histórico-cultural.
É
na Nazaré que se encontra a imagem de Nossa Senhora que, segundo a tradição,
foi esculpida por São José e pintada por São Lucas Evangelista.
Foi
do antigo porto da Nazaré, então chamado Pederneira, que saíram as primeiras
naus e caravelas que haveriam de dar
novos mundos ao mundo.
E
é na Nazaré que se encontra o famoso fóssil da Pederneira, um fóssil de um
cedro, que contém em si próprio, uma história verdadeiramente maravilhosa.
É
sobre o fóssil da Pederneira que quero aqui dedicar algumas palavras:
São
muito poucos os fósseis de árvores que existem a nível planetário.
E
o fóssil da Pederneira, em meu entender, tem um carácter muito especial:
Está
no enfiamento da linha que delimitava as terras doadas por D. Afonso Henriques
a São Bernardo de Claraval: os coutos de
Alcobaça.
A
linha era delimitada a norte pela zona da Pederneira, Pataias e São Pedro de
Moel, conforme consta na carta de doação de D. Afonso Henriques ao Mosteiro de
Alcobaça.
E
a sul, pela Lourinhã, conforme se pode constatar na História de Portugal, do
ilustre historiador, Prof. Joaquim Veríssimo Serrão.
Acontece
que, ao longo dessa linha, para além do fóssil da Pederneira – um cedro –,
ainda existem mais três fósseis de árvores.
Um
pinheiro, junto ao Arco da Quinta da Moita Longa, na Lourinhã,
Uma
faia, junto ao Arco da Memória de Casal do Rei – um arco que, segundo a
tradição, foi mandado erguer por D. Afonso Henriques para delimitar a Leste os coutos de Alcobaça,
E
um álamo, junto ao Arco da Memória do Arrimal, também ele mandado erguer por D.
Afonso Henriques pelas mesmas razões.
Temos
então os fósseis de um pinheiro, de uma faia, de um álamo e de um cedro.
Quatro
árvores fossilizadas, quatro portais, que estão localizados ao longo da linha
que delimitava as terras doadas por D. Afonso Henriques a São Bernardo de
Claraval.
Será
Portugal o Santuário do Redentor,
como diz o Profeta Isaías?
Será
Portugal o Porto do Graal?
O Quinto Império?
Agora,
a coincidência das coincidências, ou talvez não, é que essas quatro árvores,
são exactamente as mesmas árvores que são citadas na Bíblia, na Profecia de
Isaías.
Diz
Isaías:
“A
glória do Líbano – [o cedro] – virá a ti; e o pinheiro, o álamo e a faia
adornarão o Santuário do Redentor.”[1]
E
a verdade é que estas árvores, estes fósseis, podem ser vistos a olho nu, na
linha que estamos a examinar.
Isto
não é ficção ou esoterismo!
Não!
Os fósseis estão nos sítios indicados no mapa, e qualquer pessoa os pode ver.
Agora
a pergunta que se coloca é a seguinte:
Perante
tamanha coincidência, ou talvez não, terá sido isto obra do acaso?
Ou
terá havido intervenção da Mão Divina?
É
que as quatro árvores citadas na Bíblia, na Profecia de Isaías, são exactamente
as mesmas quatro árvores que se encontram ao longo da linha que delimitava as
terras doadas pelo primeiro rei de Portugal a São Bernardo de Claraval…
Será
Portugal o Santuário do Redentor,
como diz o Profeta Isaías?
Será
Portugal o Porto do Graal?
O Quinto Império?
São
estas e outras questões que se colocam no livro “Quinto Império – Testemunhos
de Uma História Verídica”.
Da
questão vem a discussão,
Da
discussão, a verdade.
E
a verdade é sempre uma fonte de bem.
Muito
Obrigado!
(Alocução
do autor António Botto Quintans na apresrentação do livro no Centro Cultural da
Nazaré em 7 de Agosto de 2015)
Thursday, 6 August 2015
Apresentação do livro no Centro Cultural da Nazaré
no dia 7 de Agosto às 21:30 horas
O livro "Quinto Império - testemunhos de uma história verídica", da autoria de António Botto Quintans, vai ser apresentado com a presença do autor amanhã sexta-feira, dia 7 de Agosto, às 21h30, no Centro Cultural da Nazaré, por ocasião da Feira do Livro que ali decorre.
Dado à estampa em Julho pela Chiado Editores, o livro"Quinto Império - testemunhos de uma história verídica", foi lançado há poucos dias na Lourinhã.
O livro resulta e resume as investigações de alguns anos do seu autor sobre os vestígios templários na região e na quinta que, segundo a tradição, poderá esconder o grande Tesouro dos Templários, herdado pela Ordem de Cristo.
A quinta, onde também Camões se terá inspirado para escrever a Ilha dos Amores, torna-se o centro das atenções deste trabalho que "encontra marcas inéditas da presença templária em toda a zona envolvente, inclusive um campo de sepultura e registos escritos que sugerem que algo de muito importante foi escondido nesta zona durante o reinado de D. Dinis".
Ilustrado por muitas imagens que ilustram o que o autor afirma a cada passo apresenta um conjunto de testemunhos físicos e historiográficos prende o leitor do princípio ao fim. "Não há subterfúgios nem ideais subconscientes. Tudo é límpido como as águas que correm na Fonte Divina da Quinta da Moita Longa" como sublinha António Botto Quintans.
O livro está à venda nas lojas das redes FNAC, Bertrand, Wook, para além de um conjunto de duas dezenas de outras livrarias independentes. O livro pode ainda ser adquirido online directamente na editora AQUI.
Lançada na Lourinhã, o concelho onde se situa a Quinta da Moita Longa, a obra está a ser objecto de diversas apresentações em Lisboa, Porto, Tomar e Ericeira, entre outros locais.
O autor
António Luís Botto e Sousa Quintans nasceu em Lisboa a 25 de Julho de 1959. Frequentou Gestão de Empresas na Universidade Livre de Lisboa e desde 1985 que se dedica à Quinta da Moita Longa, na Lourinhã. Colaborou em diversos jornais e revistas e em 2014 publicou "Contributos para a História da Aguardente Vínica Lourinhã D.O.C."
Um dossier completo pode ser descarregadoAQUI.
Wednesday, 5 August 2015
O VINHO MOSCATEL DA QUINTA DA MOITA LONGA E A REGIÃO DEMARCADA DE ORIGEM CONTROLADA DE AGUARDENTE VÍNICA DA LOURINHÃ
Quando no séc. XVIII se
começou a produzir em escala o vinho do Porto, logo se constatou que o mesmo
perdia propriedades na descida do rio Douro e no transporte para o estrangeiro.
A solução encontrada foi a de o beneficiar com aguardente vínica de
características muito especiais, devendo esta ser destilada de vinhos de baixo
teor alcoólico e muita acidez. Assim sendo, os vinhos verdes do Norte possuíam
essas características embora a sua parca produção dificultasse a utilização em
escala para o fabrico da aguardente.
Foi então que se descobriu que na região
da Lourinhã existiam vinhos com características semelhantes às dos vinhos
verdes, cujas características eram perfeitas para o fabrico de aguardente
vínica. Houve logo casas de vinho do Porto que passaram a requisitar aguardente
vínica da Lourinhã, e muitas delas chegaram mesmo a ter aí as suas próprias
destilarias. Por esse motivo se compreende também que na Lourinhã se tivessem
instalado filiais de agências bancárias e de seguros da “cidade invicta”.
Hoje, Lourinhã, Cognac e Armagnac,
constituem as três únicas regiões demarcadas de origem controlada, em todo o
mundo, de aguardente vínica.
No século passado, as aguardentes da Lourinhã eram
transportadas em carros de bois até ao Bombarral e daí seguiam de comboio até
ao Porto. Ora acontece que esta história criou grande celeuma nos produtores de
vinho verde do Norte, e os comboios vindos do Bombarral, à chegada, eram
sistematicamente ameaçados e vandalizados. O tempo passou e a verdade é que já
no limiar do séc. XXI, muitos dos vinhos verdes que foram comercializados aquém
e além fronteiras foram fabricados com uvas da região da Lourinhã, sem que se
soubesse.
É a
partir de 1900 que as aguardentes da Lourinhã conhecem um grande incremento e é
no primeiro quartel do séc. XX que se instalam na Lourinhã destilarias,
agências de seguros e agências bancárias da “cidade invicta”.
Contudo, o que iria marcar o ano de 1900,
não seriam as aguardentes, mas sim os vinhos licorosos da Lourinhã. Conforme se
pode ler em “História de Portugal” do Prof. Joaquim Veríssimo Serrão, em Paris,
abrira a 4 de Abril a grandiosa Exposição
Universal, onde o nosso país se fez representar[1]. Ora
aconteceu que o vinho moscatel da Quinta da Moita Longa (Lourinhã) foi
premiado na Exposição Universal de Paris; e novamente em 1915 viria a ser
galardoado na Exposição Mundial Panamá – Pacífico, entre outros prémios em
outras grandes exposições nacionais e internacionais.
Quinta da Moita Longa
Toda a informação supracitada pode ser
consultada no Anuário Comercial de Portugal (Biblioteca Nacional de Lisboa) e
no Instituto Nacional de Estatística.
Aquando da Exposição universal de Paris,
em 1900, era assim a vida na Lourinhã:
Caminhos
de Ferro
As estações mais
próximas eram Torres Vedras (20
km ), Bombarral (17 km ) e S. Mamede (14 km ).
Diligências
Havia
diligências diárias para Torres Vedras e para Peniche (de serviço combinado até
Óbidos e Caldas da Rainha, e para a Praia da Areia Branca a 100 reis, ida e
volta).
Feiras
e mercados
A 24 de Agosto
no lugar de S. Bartolomeu, a 8 de Setembro no sítio de Nossa Senhora da
Misericórdia e a 21 de Setembro na Lourinhã. Mercado de gado maior e miúdo,
recentemente criado, no 2.º domingo de cada mês, excepto em Setembro.
Administração
do Concelho
Administrador:
Joaquim Pereira Coutinho
Substituto do
Administrador: Francisco Maria Pereira Marques
Secretário:
António Maria Roque Delgado
Amanuense:
Eduardo Augusto Rodrigues d’Azevedo
Oficial de
diligências: Cosme Ribeiro
Administração
Judicial
Juiz: Visconde
de Ferreira Lima
Delegado: Álvaro
Miranda Pinto de Vasconcellos
Escrivães: João
de Fontoura Madureira
Alberto Cardoso
Contador:
Alfredo Martins
Arbitradores:
Francisco Pedro de Carvalho
Eduardo Augusto Rodrigues
d’Azevedo
Carlos Fernando Horta Gama
João Veríssimo de Oliveira
Jacinto Ferreira Nobre
Oficiais de
diligências: Manuel da Graça Júnior
José
Ferreira Pinto
Carcereiro:
Daniel Lourenço Ferreira
Advogado
Visconde de Palma de Almeida
Agência
bancária
Lisboa &
Açores: Ernesto António Conde
Agências
de seguros
Tagus: Francisco
de Paula Furtado
Probidade:
Joaquim Pedro de Oliveira
Portugal:
Alberto M. De Carvalho
Internacional:
Carlos Gama
Commercial do
Porto: Fernando de Almeida
Águas
minerais
Uma nascente
sulfurosa, não analisada nem explorada, próximo do lugar do Paço, freguesia de
São Bartolomeu
Armação
de pesca
Sistema
valenciano no sítio de Paimogo, de Augusto Simões Ferreira da Cunha
Assistência
judiciária
Presidente:
Álvaro Miranda Pinto de Vasconcellos
Vogais: Dr.
Francisco Marques
Boaventura de Sousa Marques
Barbeiros
Albino dos Reis
Cadete
José Baptista
Ferreira
Epiphanio
Ribeiro
José Rafael
Pereira
Câmara
Municipal
Presidente:
Francisco de Paula Furtado
Secretário:
Arthur Gonçalves
Amanuense:
Fernando d’Almeida
Contínuo:
Augusto dos Santos Picão
Aferidor: Arthur
Ramires Ferreira Nobre
Tesoureiro:
Ernesto António Conde
Condutor de
obras municipais: E. Coutinho
Conservatória
Conservador: Dr.
Francisco Marques
Correarias
José da Silva
Lucas
Leopoldo Augusto
Madeira
Correio
e telégrafo
Chefe: Joaquim
Gregório dos Santos
Distribuidor:
José Baptista Ferreira
Guarda-fios:
Manuel Maria
Destilarias de Aguardente
No Inquérito Industrial de
1890[2]
existiam na Lourinhã 7 destilarias de
Aguardente com um capital fixo de 7.500$000 [7,5 contos de reis] – só 3 destilarias é que responderam;
capital circulante de 7.500$000, uma delas a funcionar todo o ano, três em 3
meses, duas em 2 meses, uma em 1 mês, com um número médio de dias de trabalho
por ano de 30 a
90, de Verão 12 horas de trabalho, de Inverno 6 a 12 horas; número médio de
serões por ano, 20 a
90; horas por serão, 3 a
4; número médio de operários por dia: 18.
Em 1900, aferiram:
António Luiz
Marques
Jayme Pereira
Coutinho
José Agnelo do
Rosário e Silva
António dos
Santos Bernardes
Enxofre
para vinhas
Alfredo Júlio
Franco
Farmácia
António César H.
Gama
Ferradores
Lino José dos
Reis
Manoel Moço
Hotel
Amélia dos Reis
Cadete
Juiz
de paz
Juiz: Anacleto
Marcos da Silva
Escrivão:
Eduardo Augusto Rodrigues d’Azevedo
Lavradores
ou agricultores principais
Visconde de
Palma de Almeida
José Joaquim da
Costa
António Luiz
Marques
Adriano Palma
Arthur Gonçalves
Francisco
Furtado
António
Rodrigues Pereira
Viúva de João da
Silva Lucas
José Agnelo do
Rosário e Silva
Jayme Pereira
Coutinho
Vicente Pimentel
& Quintans (Quinta da Moita Longa)
Negociantes
e comerciantes
José Henriques
Horta d’Almeida
Viúva de João da
Silva Lucas
António Luiz
Marques
Vicente
Fernandes Duarte
Marques &
Carvalho
Francisco Maria
Pereira Marques
José Pinheiro
d’Andrade
Augusto Simões
Ferreira da Cunha
João Jeronymo da
Costa
Veríssimo de
Oliveira
Hugo José dos
Santos
Notários
Os escrivães de
direito
Obras
Públicas
Chefe da secção
de conservação: Joaquim Pedro de Oliveira
Paróquia
Prior: Augusto Nazareth
Coadjutor: José
Quintino de Carvalho
Polícia
Guardas: José
Joaquim
Manuel Eusébio
Cosme Ribeiro
Professores
Joana da
Providência Alenquer
P. Júlio Thiago
António de
Oliveira Carvalho
Maria do Carmo
Reis
Recebedoria
Recebedor:
Ernesto António Conde
Proposto:
Eduardo Augusto Rodrigues d’Azevedo
Repartição
de Fazenda
Escrivão: Carlos
Alberto da Silva Velloso
Das execuções
fiscais: Carlos Fernandes Horta Gama
Fernando
d’Almeida
Escriturários:
Carlos Fernandes Horta Gama
Adelino Xavier
Saúde
Pública
Sub-delegado:
Joaquim de Jesus Lopes
Teatro
e Sociedade de Recreio
Theatro Club
Recreativo Quatorze de Julho
Philarmónica
Lourinhanense
Trens
de aluguer
Proprietários:
Dr. António Luiz Marques
Alfredo Júlio Franco
Joaquim Bento
Vinicultores
Vicente Pimentel
& Quintans, proprietários da Quinta da Moita Longa. Premiados na Exposição
Universal de Paris.
Principal
comércio do concelho
O concelho é
essencialmente agrícola, abundando em vinho, trigo, milho e batata. Também é
abundante em peixe e fruta, especializando-se a maçã.
Freguesias
Miragaia
Pároco:
Francisco José Alves
Professora:
Maria Adelaide Fernandes dos Santos
Comerciantes:
Augusto dos Reis Cadete
José Henriques Ribeiro
António Dias Sarreiro
(da Marteleira)
José Vieira (da Ribeira
de Palheiros)
Encarregado do
correio: Augusto dos Reis Cadete
Fábrica de
destilação de vinhos: Jayme Pereira Coutinho
Lavradores ou
agricultores: Manuel Ferreira (das Papagovas)
Manuel Matheus (de Miragaia)
Jayme Pereira
Coutinho (da Quinta do Perdigão)
Filipe Bernardo (de
Vale de Moura)
Regedor: João
Tavares
Moita
dos Ferreiros
Pároco:
Silvestre Tavares dos Santos Lima
Professor:
António Duarte da Silva
Comerciantes
principais: Ezequiel Duarte
Manuel
Pereira Loureiro
Encarregado do
correio e regedor: José de Oliveira Guimarães
Lavradores ou
agricultores: D. Maria da Conceição F. Rego
José
Luiz da Silva Rego
José
Matheus
Moledo
Pároco:
Silvestre Tavares dos Santos Lima
Comerciante e
encarregado do correio: António Custódio
Lavradores ou
agricultores: António da Silva Carapeto
Arsénio
Simões
Ignácio
José
Reguengo
Grande
Pároco. Ângelo
Firmino da Silva
Professor: Theodoro
Coelho de Barros
Comerciantes:
Silvano Marcellino
José António Pereira
José Maria de Carvalho
Lavradores ou
agricultores: Manuel Francisco Marques
José Bernardino
João
Maria Rodrigues
João
Maria do Nascimento
Chefe da estação
telegrafo-postal: João Fontes Pinto
Regedor: Arsénio
Leonardo
São
Bartolomeu dos Galegos
Pároco: Ângelo
Firmino da Silva
Encarregado da
estação postal: Gabriel Marques
Lavradores ou
agricultores: Manuel Luiz Marques de Matos (da Quinta da Lameira)
Joaquim Ferreira
Augusto Simões Ferreira da
Cunha
Regedor: Joaquim
da Costa
Vimeiro
Pároco: Luiz
António do Sobreiro
Professora:
Lydia da Assunção Ferreira de Moraes Pinto
Comerciante:
José Thomaz da Costa
Encarregado do
correio: José de Andrade Jordão
Lavradores ou
agricultores: António da Silva Henriques
José
de Andrade Jordão
Regedor: José da
Silva Henriques
Tuesday, 4 August 2015
QUINTA DA MOITA LONGA (1860-1891)
Em Julho de 1860, foram extintos os
morgados em Portugal.
Gabriel de Carvalho Figueira, foi o último
administrador do morgado da Quinta da Moita Longa.
A 31 de Maio de 1862, em hasta pública, a
Quinta da Moita Longa foi adquirida por João Pedro Colares Pereira e sua
mulher, Justina Maria da Assunção, pela importância de dois contos e
quatrocentos mil reis[1].
Volvidos dois anos, a 4 de Fevereiro
de 1864, pela mesma quantia, João Pedro Colares Pereira vende a Quinta da Moita
Longa a Francisco de Salles Barbosa, casado com Maria José Victória Pereira
Bandeira, moradores no Bombarral[2],
filho de Manuel Salles e de Leonor Maria, que viviam na Quinta de S. Jorge, na
Chamusca[3].
Por herança, como consta na Conservatória
da Comarca de Torres Vedras, n.º 17412 L-B 45 f . 36v, a Quinta da Moita Longa ficou na
posse de Maria Leonor Barbosa, casada com Emílio Augusto de Faria Estácio,
moradores em Lisboa.
Praticamente dada ao abandono desde os
tempos de Fabião de Carvalho Figueira (7º Morgado), Emílio Augusto de Faria
Estácio, com o consentimento da sua mulher, resolve constituir uma sociedade
civil em nome colectivo, no intuito de explorar agricolamente a Quinta da Moita
Longa, o que se veio a concretizar a 3 de Outubro de 1891[4], por
escritura celebrada em Lisboa, na Rua do Ouro.
Nasce assim a Sociedade Emílio Estácio & Companhia, de que são
sócios, Emílio Augusto de Faria Estácio – autorizado por sua mulher –, Alexandre
Pomarêde, António Quintans – meu bisavô paterno –, Joaquim José Gonçalves
Ferreira e Vicente José Lourenço Pimentel.
No espaço de apenas uma semana, António Quintans adquire a quota de
Alexandre Pomarêde e, Vicente José Lourenço Pimentel, a de Joaquim José
Gonçalves Ferreira. Ficam portanto apenas três sócios.
Foi então decidido replantar toda a Quinta
de vinha, à semelhança do que André da Silveira do Pó havia feito em 1533.
Emílio Estácio ficou com o cargo de
administrar a propriedade e o pessoal, Vicente Pimentel, com o de organizar
toda a escrita e contabilidade e, António Quintans, com o cargo de toda a
comercialização e exportação de vinhos.
Em 1894, Emílio Estácio decide vender a
sua parte na sociedade, bem como toda a Quinta da Moita Longa, aos outros dois
sócios, que a 8 de Outubro do mesmo ano, constituíram assim uma nova sociedade,
agora com a designação de Vicente Pimentel & Quintans[5].
Por morte de Vicente Pimentel
e por herança deste, António Quintans ficou único proprietário da Quinta da
Moita Longa.
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